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O DF que a gente quer

Seção 4.2

Indústria

11 min Páginas 141–152 do livro

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Parte 4.2 Indústria.

Apresentação e contexto: em 2023 a indústria respondeu por 4,1 por cento do PIB do Distrito Federal, segundo CNI com base no IBGE, confirmado pela FIBRA/IPEDF. O DF tem a menor participação industrial entre as unidades selecionadas, refletindo forte predominância dos serviços. A Câmara Técnica propõe incentivos fiscais estratégicos e a criação de uma agência de fomento para atrair investimentos e ampliar a participação industrial no PIB.

Panorama atual e diagnóstico: meta estratégica do CODESE-DF — fortalecer a expansão da indústria e da logística no DF, elevar competitividade e aumentar participação na estrutura produtiva local.

Disparidades territoriais: a base industrial concentrada em poucas regiões administrativas — SIA/Estrutural, Taguatinga, Ceilândia — limita empregos industriais nas RAs periféricas.

Tabela — Participação da Indústria no PIB local por Região Administrativa do DF: Região: SIA/Estrutural. Participação no PIB local: 8,8 por cento. Região: Taguatinga. Participação no PIB local: 8,5 por cento. Região: Ceilândia. Participação no PIB local: 6,8 por cento. Região: Samambaia. Participação no PIB local: 5,2 por cento. Região: Paranoá. Participação no PIB local: 4,5 por cento. Região: Plano Piloto. Participação no PIB local: 4,2 por cento. Região: Santa Maria. Participação no PIB local: 3,4 por cento. Região: Recanto das Emas. Participação no PIB local: 3,2 por cento.

Conexão com a Agenda 2030: a Câmara vincula suas metas aos ODS principais — ODS 8 Trabalho Decente e Crescimento Econômico: fomento à industrialização e atração de investimentos para gerar empregos de qualidade; ODS 9 Indústria, Inovação e Infraestrutura: desenvolvimento de polos industriais e integração com centros de inovação; ODS 12 Consumo e Produção Responsáveis: incentivo à economia circular e eficiência de recursos na produção.

Metas e ações estratégicas — visão geral: ações estruturantes de longo prazo e ações de curto prazo para implementação gradual e sustentável da política industrial até 2040.

Perspectiva Resultados para a Sociedade — objetivo: gerar emprego, renda e oportunidades em todas as regiões administrativas e na área rural. Meta: aumentar a participação da indústria no PIB do DF em 10 por cento até 2040. Ações estruturantes: criar o Programa DF Industrial 2040, desenvolver polos industriais vocacionados nas RAs com infraestrutura adequada, implementar política de adensamento das cadeias produtivas locais. Ações de curto prazo: mapear cadeias produtivas prioritárias e gargalos logísticos, simplificar licenciamento ambiental e alvarás, lançar edital de fomento à inovação com FAPDF e Senai, criar grupo de trabalho para revisão de incentivos fiscais e creditícios voltados à atração de indústrias.

Perspectiva Processos e Tecnologia — objetivo: integrar tecnologia, inovação e setor produtivo. Meta: atingir 60 por cento das indústrias do DF operando com tecnologias da Indústria 4.0 até 2040, medido por pesquisa anual da FIBRA. Ações estruturantes: implementar o Centro de Inovação e Manufatura Avançada do DF, criar linhas de crédito subsidiadas para modernização tecnológica e digitalização de processos produtivos, estabelecer parcerias com universidades e institutos para transferência de tecnologia às pequenas e médias indústrias locais. Ações de curto prazo: realizar diagnóstico do nível de maturidade tecnológica das indústrias do DF, lançar programa de consultoria gratuita tipo Brasil Mais Produtivo, ofertar cursos rápidos de introdução à Indústria 4.0, IoT e automação para empresários e trabalhadores.

Perspectiva Pessoas, Aprendizado e Inovação — objetivo: estimular laboratórios de inovação e soluções colaborativas. Meta: qualificar 50 mil trabalhadores para as demandas da indústria de transformação e de base tecnológica até 2040. Ações estruturantes: estruturar o Programa de Qualificação Industrial do DF em parceria com Sistema S, IFB e UnB, criar centros de formação profissional integrados aos polos industriais, fomentar ensino técnico e tecnológico nas escolas de ensino médio da rede pública. Ações de curto prazo: mapear demanda por mão de obra qualificada junto ao setor produtivo; ampliar vagas em cursos técnicos de automação, mecatrônica, biotecnologia e TI; implementar programa de estágio e jovem aprendiz voltado exclusivamente para a indústria de transformação.

Perspectiva Orçamento e Finanças — (continua).

Objetivo: financiar infraestrutura, mobilidade e polos produtivos públicos, privados e por PPPs, ampliando investimentos até 2040 com indicadores definidos por bases oficiais do GDF e órgãos setoriais. Meta: consolidar o Distrito Federal como plataforma produtiva e logística do Brasil Central, integrando polos produtivos ao anel rodoviário, ferrovia, aeroporto e corredores nacionais e modernizar polos industriais e logísticos com infraestrutura, segurança, mobilidade e conectividade.

Ações estruturantes: implantar logística integrada e hub de cargas do DF; estruturar zoneamento econômico para ordenar atividades produtivas; mobilizar PPPs, fundos, crédito e investimentos privados; mapear polos produtivos, empreendimentos instalados e vocações econômicas regionais; modernizar infraestrutura industrial e logística.

Ações de curto prazo: concluir estudos e contratação do projeto do hub de cargas e da plataforma logística; mapear polos, empreendimentos e infraestrutura existente; realizar diagnóstico da infraestrutura dos polos industriais; implantar melhorias emergenciais em iluminação, pavimentação, sinalização e segurança; mapear origem dos trabalhadores para adequação de linhas de transporte coletivo; definir zoneamento preliminar para reduzir conflitos de uso; priorizar projetos logísticos e viários de maior impacto e articular parcerias entre GDF, CODESE e setor produtivo.

Transversalidade e alianças estratégicas: a Câmara Técnica de Indústria depende da articulação com outras Câmaras Técnicas do Plano Estratégico 2026–2040. As principais interfaces e agendas compartilhadas incluem:

Câmara Técnica Comércio e Serviços: conectar produção, serviços e mercados; agendas: clusters, empresas-âncora, corredores, crédito, economia circular, ambiente de negócios.

Câmara Técnica Logística e Distribuição: assegurar armazenagem, circulação, distribuição e escoamento; agendas: plataforma logística, hub de cargas, centros de distribuição, modais, corredores, RIDE.

Câmara Técnica Tecnologia: disponibilizar infraestrutura e soluções para modernização; agendas: automação, IoT, inteligência artificial, dados, conectividade, rastreabilidade, Indústria 4.0.

Câmara Técnica Inovação: desenvolver e testar soluções; agendas: inovação aberta, startups, P&D, centros de pesquisa e laboratórios.

Câmara Técnica Educação: alinhar formação técnica e tecnológica às demandas dos clusters; agendas: centros de saber, formação técnica, aprendizagem prática, competências digitais, sistema S.

Câmara Técnica Sustentabilidade: integrar produção e economia circular; agendas: logística reversa, reaproveitamento, certificação, rastreabilidade, tecnologias verdes.

Câmara Técnica Mobilidade e Infraestrutura: garantir acesso, transporte e integração modal; agendas: rodovias, ferrovia, aeroporto, transporte coletivo, pavimentação, corredores.

Câmara Técnica Habitação e Urbanismo: compatibilizar expansão industrial, uso do solo, zoneamento e infraestrutura; agendas: polos, zoneamento, ocupação produtiva, conflitos de uso, geointeligência.

Câmara Técnica Eixo Brasília–Goiânia e RIDE: integrar polos, cadeias e mercados em escala regional; agendas: clusters, corredores, hubs, plataforma regional.

Câmara Técnica Negócios Agropecuários: conectar produção rural e transformação agroindustrial; agendas: agroindústria, cadeias produtivas, polos, tecnologia, armazenamento e corredores.

Câmara Técnica Vestuário e Moda: integrar cadeia setorial a processos de transformação, modernização e logística; agendas: produção, fornecedores, tecnologia, polos, corredores, distribuição.

Considerações finais: as alianças são colaborativas e complementares às políticas do Plano. A Câmara Técnica de Indústria mantém responsabilidade sobre produção, transformação, modernização industrial, cadeias produtivas, empresas-âncora, infraestrutura e incorporação tecnológica a ela atribuídas, garantindo implementação integrada, complementar e territorialmente coordenada das políticas públicas sem sobreposição de atribuições, fortalecendo a governança regional e a capacidade de execução no Distrito Federal e na RIDE.

Índice completo

Abertura Carta do Presidente

Carta do Presidente

Parte I Contexto e Direcionamento Estratégico

1. Contexto e Direcionamento Estratégico

Parte II Estratégia para o plano

2. Estratégia para o plano “O DF que a gente quer em 2040”

Parte III Cidadania, economia, RIDE, cultura, urbano e tecnologia

3. Cidadania e Desenvolvimento Social

4. Desenvolvimento Econômico

5. Eixo Brasília-Goiânia e RIDE

6. Economia Criativa, Esporte, Turismo e Cultura

7. Desenvolvimento Urbano

8. Tecnologia e Inovação

Parte IV Hackatown das Regiões Administrativas

9. Hackatown das Regiões Administrativas

Parte V Legitimação Popular das Propostas

10. Legitimação Popular das Propostas