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O DF que a gente quer

Seção 4.5

Vestuário e Moda

21 min Páginas 181–194 do livro

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Parte III, seção 4.5 — Vestuário e Moda.

O setor de vestuário e moda do Distrito Federal emprega 45.000 pessoas e gera 3,2 bilhões de reais em valor adicionado. O mercado consumidor do DF é de alta renda e escolaridade, porém a produção local é limitada e concentrada em poucas regiões administrativas, com baixa integração entre os elos da cadeia. A Câmara Técnica propõe criar núcleos produtivos de moda em regiões vulneráveis e integrar a cadeia a programas públicos de capacitação.

Diagnóstico: o objetivo estratégico do CODESE-DF é promover crescimento mínimo de 3 por cento na renda dos trabalhadores do segmento de moda e vestuário no DF e na RIDE, no período de um a quatro anos, por meio de aumento da produtividade, qualificação profissional e ampliação do acesso a mercados. Taguatinga e Ceilândia concentram os maiores polos de confecção. A desigualdade territorial reduz o consumo e dificulta acesso a mercados e capital para costureiras, bordadeiras e artesãos em RAs de menor IDH. Em comparação nacional, o DF tem menor produção local que polos como São Paulo e Fortaleza; o desafio é conectar produção local ao mercado consumidor do DF.

Taxas médias anuais de desocupação em 2024: Bahia 10,8 por cento; Pernambuco 10,8 por cento; Distrito Federal 9,6 por cento; Rio de Janeiro 9,3 por cento; Pará 7,2 por cento; Ceará 7,0 por cento; Brasil 6,6 por cento; Goiás 5,4 por cento; Minas Gerais 5,0 por cento; Mato Grosso do Sul 3,9 por cento; Santa Catarina 2,9 por cento.

Conexão com a Agenda 2030: as metas da Câmara se alinham aos ODS. ODS 5 — apoio ao empreendedorismo e qualificação de mulheres no setor têxtil; ODS 8 — formalização de pequenos negócios e fomento a polos de moda para gerar empregos formais e crescimento econômico; ODS 10 — capacitação e apoio a costureiras e artesãos em regiões vulneráveis para reduzir desigualdades; ODS 12 — incentivo à moda circular, reaproveitamento de tecidos e produção sustentável; ODS 17 — integração de cadeias produtivas e formação de cooperativas para fortalecer parcerias.

Metas e ações estratégicas — Perspectiva: Resultados para a Sociedade.

Objetivo estratégico: gerar emprego, renda e oportunidades em todas as regiões administrativas e na RIDE, inclusive na área rural.

Meta: promover crescimento mínimo de 3 por cento na renda dos trabalhadores do segmento de moda e vestuário no DF e na RIDE, no período de um a quatro anos, por meio de aumento da produtividade, qualificação profissional e ampliação do acesso a mercados, de forma sustentável e mensurável.

Ações estruturantes: integrar a cadeia da moda com programas públicos de capacitação; criar núcleos produtivos de moda em regiões vulneráveis; estruturar cooperativas e redes colaborativas de produção; promover formação em empreendedorismo, precificação e gestão; desenvolver canais de comercialização físicos e digitais; promover parcerias para fornecimento local e criação de centros de produção e distribuição regional.

Ações de curto prazo: realizar feiras de moda com foco em geração de renda imediata; mapear profissionais formados e ativos na cadeia; criar piloto de produção em região vulnerável; realizar oficinas práticas de vendas e posicionamento de produto; apoiar promoção de eventos que destaquem a moda do DF; promover rodadas de negócios entre costureiras, marcas e empresas; incentivar feiras e mercados de moda local; apoiar formalização de pequenos negócios; promover parcerias para produção de uniformes e encomendas sob demanda.

Objetivo estratégico adicional: reduzir desigualdades territoriais e sociais no DF e na RIDE.

Meta: aumentar em 5 por cento o número de negócios de moda ativos nas regiões vulneráveis do DF e da RIDE; ampliar em 5 por cento a geração de renda proveniente da produção e comercialização de vestuário; elevar em 5 por cento a empregabilidade na cadeia têxtil e de confecção local.

Ações estruturantes: apoio à realização de eventos que promovam a moda do DF; estruturação da cadeia completa da moda; promover conexão entre produtores locais e marcas/lojistas; incentivo à produção sob demanda; criação de centros de produção e distribuição regional; parcerias com empresas para fornecimento local.

Ações de curto prazo: apoiar promoção de eventos e rodadas de negócios; incentivar implantação de feiras e mercados locais; apoiar formalização de pequenos negócios.

Melhorar a mobilidade e a integração metropolitana: implantar o anel ferroviário conectado ao rodoviário, reduzir deslocamentos e descentralizar trabalho por meio de geração de renda local. Implantar polos produtivos regionais e hubs produtivos; apoiar eventos regionais de moda para ativação econômica; fomentar produção e consumo regional para aumentar em 7% a produção e comercialização locais. Criar ateliês coletivos e espaços compartilhados; apoiar negócios locais de costura e ajustes.

Consolidar o Distrito Federal como metrópole inteligente, inovadora e criativa, com moda sustentável, autoral e com impacto social. Posicionar o DF como referência em moda com impacto social. Fortalecer a economia criativa local e a moda autoral. Incentivar moda sustentável (reuso, upcycling, produção consciente). Criar vitrines digitais, catálogos online e plataformas digitais de comercialização; apoiar eventos, semanas de moda e oficinas de marketing digital e branding; desenvolver coleções com identidade territorial do DF.

Perspectiva Processos e Tecnologia — objetivo: integrar tecnologia, inovação e produtivo digital. Meta: ampliar em 15% o número de negócios de moda com atuação digital. Ações estruturantes: expandir conectividade e capacitação em ferramentas digitais; garantir internet de qualidade em polos e ateliês; realizar feiras híbridas, lives e campanhas. Indicadores: aumento de 15% de negócios com operação digital ativa; 15% mais empreendimentos conectados; aumento de 5% no volume de vendas e participação.

Ações de curto prazo: capacitações práticas de 4 a 8 semanas com entrega obrigatória de loja ou perfil digital ativo e suporte prático; calendário mensal de feiras híbridas e lives; eventos digitais para gerar vendas; suporte para canais digitais ativos.

Fortalecer economia circular e transformação digital — metas e ações: Meta 1: gerar 10 a 15% de novos produtos ou coleções com uso de tecnologia e design inovador; ampliar em 15% as conexões entre empreendedores e mercado. Ações estruturantes: apoiar eventos de inovação, implantar labs e coworkings tecnológicos, promover capacitação em CAD, e-commerce e automação leve; programas de conexão com varejo e plataformas; fomento a crédito orientado para aquisição e atualização de equipamentos. Curto prazo: eventos-piloto, capacitações rápidas e seleção de negócios para adoção imediata de tecnologia; firmar parcerias com plataformas e fornecedores.

Meta 2: ampliar em 15% o número de negócios que adotam práticas de economia circular (reuso, upcycling, produção sob demanda) e reduzir em 10% os resíduos da produção de vestuário. Ações estruturantes: criar centros de reaproveitamento regional, plataforma de troca e comercialização de insumos, processos produtivos eficientes, editais e microcrédito para negócios circulares. Curto prazo: eventos e campanhas de conscientização (feiras, desfiles), implantar pontos piloto de coleta e triagem em 1 a 2 polos, mapear resíduos têxteis e principais geradores, ofertar oficinas rápidas de upcycling, selecionar negócios para mentoria prática focada em redução de desperdício e criar rede local para troca de insumos.

Estimular laboratórios de inovação no setor de moda: criar labs compartilhados em polos existentes, selecionar 1 a 2 espaços piloto e equipar com equipamentos essenciais e kit básico (máquinas e softwares). Firmar parcerias com fornecedores e instituições de ensino; lançar chamadas para participarem dos primeiros ciclos. Implantar governança colaborativa e modelo de fomento atrelado ao uso e entrega de resultados. Rodar ciclos rápidos de 8 a 12 semanas com entregas concretas (protótipos/coleções). Promover residências e mentorias para desenvolvimento de produtos com tecnologia e incentivar integração com o mercado; realizar evento de demonstração e conexão com compradores. Apoiar realização de eventos e vitrines de mercado: desfiles, feiras e rodadas conectando formação à venda. Criar labs e coworkings educacionais onde alunos e empreendedores aprendem e produzem juntos; selecionar turmas e polos prioritários; firmar parcerias com empresas e instituições de ensino. Iniciar cursos rápidos de 4 a 8 semanas com produção real. Implantar 1 a 2 labs/coworkings piloto.

Metas e indicadores de capacitação e produtividade: ampliar em 15 por cento a inserção de trabalhadores qualificados no mercado de moda e confecção; aumentar em 15 por cento os negócios que utilizam e produzem tecnologias aplicadas; elevar em 12 a 15 por cento a produtividade dos empreendimentos atendidos; ampliar em 15 por cento a integração digital entre formação, inovação e mercado (CAD, e-commerce, automação leve, gestão). Promover programas de residência e mentoria com acompanhamento prático pós-formação.

Perspectiva: Governança. Objetivo: fortalecer integração regional com a RIDE e estados limítrofes. Metas: ampliar em 15 por cento o número de negócios de moda com atuação inter-regional; aumentar em 15 por cento o volume de produção e comercialização entre regiões; elevar em 12 a 15 por cento a geração de renda a partir de cadeias produtivas integradas; ampliar em 15 por cento a participação em eventos, feiras e rodadas; fortalecer polos regionais e aumentar em 10 a 15 por cento o número de iniciativas produtivas conectadas.

Ações estruturantes: instituir a Subsecretaria de Moda e Vestuário na SEDET e consolidar Brasília como Hub de Moda, Economia Criativa e Inovação; integrar a cadeia produtiva do DF, RIDE e regiões vizinhas; criar redes e redes produtivas regionais; fortalecer a Fábrica Social como polo de formação e produção; implantar calendário regional de eventos; capacitar e padronizar produção para atuação em rede; mapear atores e polos produtivos; atrair investimentos, talentos e centros de pesquisa; fortalecer cadeia têxtil e agregar valor ao algodão por meio da produção de fios e insumos.

Ações de curto prazo: realizar 1 a 2 eventos inter-regionais piloto; firmar parcerias iniciais entre instituições locais; iniciar fluxo comercial piloto entre regiões.

Perspectiva: Parcerias estratégicas. Metas: ampliar em 20 por cento o número de parcerias firmadas com governo, embaixadas, entidades de fomento e instituições de apoio; aumentar em 15 por cento o volume de recursos captados (financeiros e técnicos); elevar em 15 por cento o número de projetos executados em cooperação institucional; ampliar em 15 por cento a participação do setor em editais e programas institucionais.

Ações estruturantes: instituir na SEDET portfólio de projetos estratégicos (capacitação, labs, economia circular, digitalização); criar programa de parcerias institucionais com metas e governança; fomentar rodadas de conexão e articulação institucional; apoiar realização de eventos no DF e RIDE; priorizar projetos cofinanciados e cooperação internacional; estruturar portfólio de projetos com metas e orçamento.

Ações de curto prazo: realizar evento institucional com participação institucional; mapear e priorizar 10 a 15 instituições-chave; estruturar portfólio de projetos com metas e cronograma; agendar reuniões e rodadas de apresentação; firmar 2 a 3 parcerias piloto.

Ampliar fontes de financiamento acessadas (públicas, privadas e internacionais). Aumentar em oito por cento o número de fontes; aumentar em dez por cento o volume total de recursos captados para o setor; elevar em oito por cento o número de empreendimentos com acesso a crédito ou fomento. Ampliar em oito por cento a participação em editais e programas de financiamento. Garantir que ao menos sessenta e cinco por cento dos recursos captados sejam convertidos em projetos executados. Instituir a Subsecretaria de Moda e Vestuário na SEDET. Apoiar realização de eventos e rodadas com financiadores. Promover diversificação de fontes e criar portfólio de projetos financiáveis estruturados. Fomentar programa de acesso a crédito orientado. Apoiar captação e capacitação em captação de recursos. Firmar parcerias com instituições financeiras e de fomento; duas a três parcerias iniciais. Estruturar projetos para submissão e capacitar empreendedores. Submeter propostas piloto.

Transversalidade — alianças estratégicas para implementação do Plano. A Câmara Técnica de Vestuário e Moda depende de articulação com outras Câmaras Técnicas do Plano Estratégico 2026–2040; as interfaces decorrem das evidências do Painel de Bordo. A participação das demais Câmaras deve restringir‑se às ações e responsabilidades documentalmente identificadas, sem ampliação por mera proximidade temática. A Câmara Técnica de Vestuário e Moda permanece responsável por suas metas, ações, indicadores e entregas.

Tabela de articulação — para cada Câmara Técnica, finalidade da articulação e principais agendas compartilhadas:

Câmara Técnica: Cultura e Economia Criativa. Finalidade: Inserir o vestuário e a moda nas estratégias de cultura e design, economia criativa, circularidade, mercado e internacionalização. Principais agendas: moda autoral; identidade territorial; Cidade Criativa do Design; propriedade intelectual; eventos; economia circular.

Câmara Técnica: Tecnologia. Finalidade: Modernizar produção, gestão e comercialização da cadeia. Principais agendas: CAD; comércio eletrônico; automação; softwares; equipamentos; plataformas; laboratórios; transformação digital.

Câmara Técnica: Formação e Educação. Finalidade: Conectar qualificação, produção, inovação, empreendedorismo e inserção no mercado. Principais agendas: formação profissional; cursos; laboratórios educacionais; residência; mentoria; produtividade; empregabilidade; Fábrica Social.

Câmara Técnica: Eixo Brasília‑Goiânia e RIDE. Finalidade: Integrar territorialmente a cadeia de produção. Principais agendas: redes produtivas; polos regionais; eventos; fluxo comercial; investimentos; centros de comercialização, formação e pesquisa; cadeia têxtil.

Câmara Técnica: Distribuição. Finalidade: Viabilizar circulação regional de matérias‑primas, insumos, produtos e equipamentos. Principais agendas: logística e distribuição; centros produtivos; mercados; redes regionais; insumos; fluxos comerciais.

Câmara Técnica: Comércio e Serviços. Finalidade: Ampliar acesso de produtores, marcas e empreendimentos aos mercados físicos e digitais. Principais agendas: feiras; mercados; varejo; lojistas; comércio eletrônico; rodadas de negócios; fornecimento; formalização.

Câmara Técnica: Sustentabilidade. Finalidade: Incorporar práticas de circularidade e critérios ambientais à cadeia. Principais agendas: reuso; upcycling; resíduos; design sustentável; produção consciente; logística reversa; indicadores ambientais.

Câmara Técnica: Negócios Agropecuários. Finalidade: Conectar matérias‑primas regionais à indústria têxtil e à produção de vestuário. Principais agendas: algodão; fibras; fios; insumos; beneficiamento; agregação de valor.

Câmara Técnica: Habitação e Urbanismo. Finalidade: Viabilizar espaços físicos destinados à produção, formação, inovação e comercialização. Principais agendas: polos; núcleos; hubs; ateliês; laboratórios; coworkings; centros de produção e formação.

Câmara Técnica: Cidadania. Finalidade: Promover inclusão produtiva e oportunidades de trabalho e renda nos territórios vulneráveis. Principais agendas: formação; cooperativas; redes colaborativas; empreendedorismo; formalização; renda; inclusão.

Câmara Técnica: Turismo, Hospitalidade e Gastronomia. Finalidade: Participar de ações territoriais e de eventos em que vestuário e moda estejam incluídos. Principais agendas: eventos; promoção territorial; produtos locais; geração de renda; mercados; experiências econômicas.

Câmara Técnica: Trabalho e Felicidade. Finalidade: Relacionar inclusão produtiva e impacto social aos resultados de bem‑estar. Principais agendas: trabalho; renda; oportunidades; impacto social; bem‑estar; territórios vulneráveis.

Delimitação das alianças: as alianças têm natureza colaborativa e decorrem da complementaridade entre políticas públicas previstas no Plano. O Plano prevê criação de portfólios, crédito orientado, capacitação em captação, participação em editais e projetos cofinanciados, sem detalhar modelos contratuais ou valores. As demais Câmaras contribuem segundo suas competências temáticas, assegurando implementação integrada, complementar e territorialmente coordenada, sem sobreposição de atribuições. A mobilização de instituições financeiras, entidades de fomento, embaixadas, governos, universidades, centros de pesquisa e organismos internacionais decorre de suas próprias agendas de parceria e financiamento.

Índice completo

Abertura Carta do Presidente

Carta do Presidente

Parte I Contexto e Direcionamento Estratégico

1. Contexto e Direcionamento Estratégico

Parte II Estratégia para o plano

2. Estratégia para o plano “O DF que a gente quer em 2040”

Parte III Cidadania, economia, RIDE, cultura, urbano e tecnologia

3. Cidadania e Desenvolvimento Social

4. Desenvolvimento Econômico

5. Eixo Brasília-Goiânia e RIDE

6. Economia Criativa, Esporte, Turismo e Cultura

7. Desenvolvimento Urbano

8. Tecnologia e Inovação

Parte IV Hackatown das Regiões Administrativas

9. Hackatown das Regiões Administrativas

Parte V Legitimação Popular das Propostas

10. Legitimação Popular das Propostas