Seção 6.2
Esporte, Atividade Física e Lazer
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Seção 6.2 — Esporte, Atividade Física e Lazer
O esporte e o lazer são direitos fundamentais e vetores de saúde, coesão social e prevenção da violência. No Distrito Federal há concentração de equipamentos no Plano Piloto e em poucas regiões administrativas, limitando o acesso de milhares de brasilienses. A Câmara Técnica propõe uma Rede DF de Esporte e Lazer Territorial que garanta pelo menos um equipamento ou programa regular em cada região administrativa.
Panorama atual: o DF tem 45 Centros Olímpicos e Paralímpicos com distribuição desigual. O objetivo estratégico do CODESE-DF é ativar ou requalificar pelo menos um equipamento ou programa regular em cada região administrativa e ampliar em 40 por cento os atendimentos até 2030.
Disparidades territoriais: regiões como Fercal, Paranoá e Estrutural carecem de quadras, piscinas e centros esportivos; RAs periféricas registram menores taxas de atividade física regular, associadas à menor infraestrutura.
Conexão com a Agenda 2030: a Câmara alinha metas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. ODS 3 Saúde e Bem-Estar: promoção da atividade física e ampliação de espaços de lazer para prevenção e bem-estar. ODS 4 Educação de Qualidade: integração do esporte com educação em tempo integral. ODS 10 Redução das Desigualdades: democratização do acesso a equipamentos esportivos de qualidade em todas as RAs.
Metas e ações estratégicas — Perspectiva: resultados para a sociedade
Objetivo: ampliar qualidade de vida, bem-estar e felicidade coletiva. Meta: aumentar em 30 por cento os eventos e serviços vinculados ao esporte e lazer e em 20 por cento os empregos formais da cadeia até 2030. Ações de curto prazo: mapear calendário esportivo; identificar eventos com potencial turístico; aproximar federações, academias, clubes, universidades, hotelaria, serviços de saúde, restaurantes e comércio local.
Objetivo: gerar emprego, renda e oportunidades em todas as regiões administrativas e na área rural; qualificar pelo menos 60 equipamentos/rotas de esporte e lazer e ampliar em 40 por cento sua frequência de uso até 2030. Ações de curto prazo: mapear acessibilidade aos equipamentos; propor rotas para lazer ativo; integrar esporte com mobilidade ativa, segurança viária, ciclovias, ciclorrotas, caminhabilidade, sinalização, iluminação e segurança; integrar parques, praças, escolas e eventos.
Objetivo: gerir equipamentos com tecnologia e dados. Meta: digitalizar 100 por cento dos centros de operação prioritários e ampliar em 30 por cento a participação em programas de esporte e lazer até 2028/2030. Ações de curto prazo: digitalizar informações de equipamentos, criar painel de vagas, modalidades e uso; integrar dados de centros, escolas, parques, eventos e programas sociais.
Objetivo: captar recursos e estruturar projetos. Meta: captar cem milhões de reais e viabilizar 50 projetos estratégicos até 2030. Ações de curto prazo: criar Escritório de Captação de Esporte e Lazer; criar projetos padrão; mapear patrocinadores; preparar carteira de eventos e equipamentos prioritários; articular ministérios, leis de incentivo, emendas, patrocínios, federações, universidades e fundos.
Fontes citadas: SELDF, Panorama do DF 2026, IPEDF/Codeplan PDAD-A 2024, RAIS/CAGED, administrações regionais, Novacap, SEMOB, SSP, Ministério do Esporte.
Gerar emprego, renda e oportunidades em todas as regiões administrativas e na área rural. Indicador: número de espaços-piloto implementados. Ações: implementar o programa “Patrimônio simbólicos requalificados e ativados para esporte, lazer e convivência”; selecionar espaços-piloto; promover caminhadas, corridas, aulas abertas, lazer de família e paradesporto; articular segurança, limpeza, acessibilidade e programação. Meta: requalificar e ativar 30 espaços públicos prioritários e ampliar em 40 por cento a frequência de uso comunitário. Prazo: até 2030. Fontes: SELDF, Administrações Regionais, SSP, pesquisas e relatórios.
Criar uma Escola de Lideranças do Esporte e Lazer. Indicador: número de lideranças comunitárias e técnicas formadas e de eventos/projetos estruturados. Ações: formar monitores, professores, federações, lideranças de RAs e voluntários; iniciar formação em gestão de programas e mobilização comunitária; priorizar paradesporto, segurança e saúde preventiva. Meta: formar 500 lideranças e estruturar 100 iniciativas esportivas comunitárias até 2030. Fontes: SELDF, escolas, federações, universidades e relatórios.
Fomentar equipe capacitada e inteligência de dados para esporte e lazer. Indicador: número de profissionais capacitados e implantação de indicadores. Ações: criar Trilha Dados IA para Esporte e Lazer; monitoramento digital de vagas, frequência, impacto social e inovação; capacitar gestores de equipamentos e programas; implantar manutenção preventiva e painel de bordo. Meta: capacitar 1.500 profissionais/monitores/gestores e implantar indicadores em 100 por cento dos equipamentos prioritários até 2030. Fontes: SELDF, certificados, sistemas de gestão e pesquisas.
Consolidar o Distrito Federal como metrópole inteligente, inovadora, sustentável, criativa e com segurança comunitária. Indicador: porcentagem do orçamento de esporte e lazer vinculado a metas de impacto. Ações: definir orçamento por meta-ação por RA; criar matriz objetivo-meta; priorizar equipamentos de alta demanda e maior vulnerabilidade; vincular programas prioritários a metas e indicadores. Meta: vincular 100 por cento dos programas prioritários a metas e ampliar em 40 por cento os atendimentos comprovados até 2030. Fontes: SELDF, LOA, cadastros e relatórios.
Ampliar qualidade de vida, bem-estar e felicidade coletiva por incentivo, capacitação e acompanhamento técnico. Indicador: número de técnicos e treinadores beneficiados. Ações: criar Bolsa Técnico-Esportivo; capacitação continuada e apoio ao técnico; elaborar proposta normativa da Bolsa; definir critérios de elegibilidade e cadastro; iniciar projeto-piloto em modalidades olímpicas, paralímpicas, escolar e comunitária com formação em gestão esportiva, paradesporto, saúde preventiva e proteção de crianças e jovens. Meta: apoiar ou capacitar progressivamente pelo menos 500 profissionais até 2030. Fontes: SELDF, federações, clubes e relatórios.
Preservar Brasília como patrimônio cultural e urbanístico com inclusão e acolhimento. Indicador: número de programas/equipes com protocolo de inclusão. Ações: criar Programa Acolhe DF; capacitar monitores, professores e voluntários; priorizar COPs, escolas e eventos comunitários; implantar atendimento humanizado, inclusão e paradesporto; mediação de conflitos e segurança psicológica. Meta: implantar protocolo em 100 por cento dos programas prioritários e ampliar em 40 por cento a participação de crianças, idosos, pessoas com deficiência e públicos vulneráveis até 2030. Fontes: SELDF, Secretaria da Pessoa com Deficiência, cadastros e pesquisas.
Integrar esporte, lazer e saúde mental com convivência e cultura de paz. Indicador: número de programas implementados. Ações: criar Programa Movimento e Felicidade com foco em saúde mental, convivência, lazer e prevenção ao adoecimento; integrar ações com saúde e assistência social; programar atividades em parques, COPs, escolas e praças; monitorar adesão e bem-estar. Meta: implantar ações regulares em todas as RAs e alcançar 200 mil participações por ano até 2030. Fontes: SELDF, Saúde, Cultura de Paz e pesquisas.
Desenvolver Laboratórios SportTech e Lazer Urbano. Indicador: número de pilotos e soluções testadas. Ações: criar laboratórios para soluções de gestão de equipamentos, inclusão e lazer ativo; realizar oficinas com jovens, professores, federações e startups; testar protótipos em equipamento-piloto para inscrição, monitoramento, agenda e equipamentos. Meta: desenvolver 30 pilotos e escalar pelo menos 10 soluções em RAs/equipamentos prioritários até 2030. Fontes: SELDF, universidades, startups e relatórios de pilotos.
Gerar emprego, renda e oportunidades em todas as regiões administrativas e na área rural, integrando esporte, educação, cultura, lazer e prevenção à violência.
Desenvolver o Programa Cidade Nascente/Pôr do Sol, Educadora e Cultura, Esporte Educacional: implantar pilotos no Sol Nascente/Pôr do Sol, Sobradinho II, Gama e Taguatinga; mapear escolas e equipamentos comunitários próximos; estruturar calendário de atividades e mobilizar professores, artistas, técnicos, monitores e lideranças comunitárias e de família. Meta: implantar programas integrados em pelo menos 30 escolas públicas e 10 territórios prioritários até 2030, beneficiando 50 mil estudantes e moradores por ano. Prazo: até 2030, com aferição anual. Fontes: Secretaria de Educação, SELDF, SECEC, Administrações Regionais, relatórios pedagógicos e pesquisas de impacto. Indicadores: número de escolas, estudantes, professores, monitores, projetos implantados; indicadores de participação, permanência, convivência, percepção de segurança.
Ampliar qualidade de vida, bem-estar e felicidade coletiva integrando educação, saúde e esporte/recreação. Formar profissionais, monitores, voluntários, recreadores, gestores e arbitragem; criar trilhas de formação, integrar programas esportivos, paradesporto, saúde preventiva e lazer comunitário. Meta: atender 100 mil estudantes/jovens por ano, com frequência mínima de 70% nos programas. Prazo: até 2030. Fontes: SELDF, Educação, Saúde, escolas.
Estruturar o Palácio dos Esportes e o Sistema Distrital de Governança do Esporte e Lazer: mapear federações, ligas, clubes, equipamentos e eventos; implantar modelo jurídico e operacional do Palácio dos Esportes como espaço institucional de referência; publicar calendário esportivo anual unificado; estruturar sedes ou núcleos de apoio e integrar 100% das federações e ligas prioritárias ao calendário oficial. Priorizar ligas e regiões com maior demanda. Prazo: até 2030, com etapas anuais. Fontes: SELDF, federações, ligas, Administrações Regionais.
Criar Hub de Parcerias Esporte e Lazer para captar patrocínios, eventos, formação e apoios empresariais e institucionais. Meta: formalizar 30 parcerias estratégicas e apoiar 100 projetos/eventos/equipamentos prioritários até 2030. Fontes: SELDF, Ministério do Esporte, federações, clubes, empresas.
Aplicar Matriz de Eficiência de custo por beneficiário em esporte e lazer: levantar custos de equipamentos e programas, priorizar ações com maior alcance territorial e impacto social, reduzir ociosidade em 30% e aplicar matriz de eficiência em 100% dos programas/equipamentos prioritários. Meta e prazo: reduzir até 2028. Fontes: SELDF, LOA, relatórios de frequência e manutenção.
Promover PPPs, adoções e patrocínios para praças, parques, quadras, eventos, tecnologia e manutenção: mapear ativos, propor modelos de adoção/patrocínio e iniciar projetos piloto em equipamentos prioritários, com contrapartida social. Indicador: número de adoções, patrocínios e parcerias formalizadas.
Estruturar 15 parcerias e mobilizar 200 milhões de reais em investimentos, patrocínios ou apoios até 2030, com contrapartidas sociais mensuráveis. Fonte: SELDF, Secretaria de Economia e relatórios de execução.
Gerar emprego, renda e oportunidades em esporte, atividade física e lazer em todas as regiões administrativas e na área rural, com foco em paradesporto e saúde preventiva. Indicador: número de beneficiários atendidos. Criar Política de Incentivos ao Esporte e Lazer: mapear empresas e eventos; propor incentivo com metas de atendimento, inclusão, sustentabilidade e contrapartidas sociais; apoiar 300 projetos, eventos ou programas até 2030. Fontes: SELDF, Secretaria de Economia, Ministério do Esporte e relatórios de projetos.
Meta ambiental: aplicar protocolo de sustentabilidade em 70 por cento dos eventos apoiados e alcançar 200 mil participações por ano em ações verdes até dezembro de 2030. Indicadores: número de eventos esportivos sustentáveis, ações de lazer ativo, parques ativados, projetos de educação ambiental e público participante. Priorizar corridas, ciclismo, caminhadas, parques e educação ambiental.
Perspectiva Processos e Tecnologia. Objetivo: implantar inteligência de dados e IA para esporte e lazer, com escuta ativa e calendário esportivo anual. Meta: sistema digital unificado do DF com cadastro de equipamentos, modalidades, vagas, eventos, inscrições e indicadores de uso em 100 por cento dos equipamentos e programas prioritários até 2027. Indicadores: calendário esportivo integrado publicado; número de eventos cadastrados; número de equipamentos monitorados; número de modalidades ofertadas; número de usuários registrados.
Criar e consolidar o Sistema Esporte e Lazer: integrar calendário esportivo anual, gestão digital de equipamentos, dados de frequência, manutenção, inclusão, alto rendimento e impacto comunitário; publicar calendário; criar painel de vagas, modalidades e uso por região administrativa; integrar informações ao Painel de Bordo Esporte e Lazer.
Implantar gestão georreferenciada e planejamento territorial integrado. Meta: rotina mensal de gestão por dados em 100 por cento dos equipamentos e programas prioritários até 2028. Criar o Painel de Inteligência do Esporte e Lazer com mapa de atendimento, demanda reprimida, vulnerabilidade social, uso de equipamentos, escolas, UBS, parques e segurança. Cruzar inicialmente dados entre equipamentos esportivos, vulnerabilidade social, escolas, UBS, parques e segurança. Indicador: número de decisões sobre equipamentos, modalidades, eventos, manutenção e inclusão baseadas em dados de uso e impacto.
Perspectiva Governança. Institucionalizar governança de longo prazo integrando DF e RIDE para eventos e circuitos metropolitanos de esporte e lazer. Meta: realizar 12 eventos ou circuitos integrados por ano e alcançar 100 mil participações por ano até 2030. Ações: mapear eventos existentes, selecionar municípios e regiões administrativas prioritárias, articular segurança, mobilidade e saúde.
Institucionalizar governança participativa com escutas a usuários, atletas, famílias, idosos, pessoas com deficiência, professores, federações e comunidades. Meta: realizar 12 escutas por ano e gerar um plano de melhoria por região administrativa e equipamento. Ações de curto prazo: criar a Escuta Ativa do Esporte e Lazer com fóruns comunitários, diagnóstico de equipamentos, priorização de manutenção, programação e medidas de inclusão. Fontes: SELDF, CODESE-DF, formulários, atas, pesquisas e relatórios de diagnóstico.
Governar por indicador: criar painel de bordo com indicadores de esporte, atividade física e lazer. Definir e coletar metas e indicadores: parques, equipamentos, vagas, frequência, inclusão, pessoas com deficiência, idosos, eventos, saúde, uso de espaços, ocupação social. Meta: monitorar no mínimo 20 indicadores e atualizar o painel trimestralmente. Prazo: até 2027 e manutenção contínua. Responsáveis: SELDF, Saúde, Educação, sistemas de inscrição/frequência e painel de bordo.
Institucionalizar governança de longo prazo para eventos culturais. Indicador: Cartilha do Bom Produtor Cultural aprovada e publicada; número de eventos orientados pelo protocolo; relatório pós-evento; número de ocorrências operacionais, ambientais e de segurança registradas e tratadas; percentual de eventos com plano de sustentabilidade, segurança, acessibilidade e gestão de resíduos. Ações: aprovar e implantar a cartilha; constituir grupo técnico intersetorial com SECEC, SSP/DF, CBMDF, Defesa Civil, DF Legal, SLU, Brasília Ambiental, Vigilância Sanitária, Administrações Regionais e representantes do setor cultural; mapear exigências legais e boas práticas; elaborar minuta; testar protocolo em eventos-piloto; definir modelo padrão de relatório pós-evento com ocorrências, aprendizados, indicadores, impactos e melhorias. Metas: aprovar e publicar a cartilha até 2027; aplicar o protocolo em 100% dos eventos culturais apoiados, autorizados ou realizados em parceria com o poder público até 2028; exigir relatório pós-evento em 100% dos eventos estratégicos até 2028; reduzir em 30 por cento as ocorrências operacionais recorrentes até 2030, com base na linha de base do primeiro ciclo de monitoramento. Fontes: SECEC, SSP/DF, CBMDF, Defesa Civil, DF Legal, SLU, Brasília Ambiental, Vigilância Sanitária, Administrações Regionais, relatórios de eventos, autorizações públicas e pesquisas de satisfação.
Institucionalizar governança de longo prazo para equipamentos esportivos. Indicador: porcentagem de equipamentos e eventos esportivos com regras de uso, manutenção, inscrições e prestação de contas registradas. Ações: padronizar critérios, agenda, manutenção, contrapartidas, parcerias, autorizações, transparência e controle social; criar matriz de riscos; revisar uso de equipamentos. Meta: padronizar 100 por cento dos equipamentos e programas prioritários e publicar agenda/uso mensalmente. Prazo: até 2028. Fontes: SELDF, Administrações Regionais, sistemas de inscrição, contratos e relatórios de manutenção.
Fortalecer integração regional com RIDE e estados limítrofes. Indicador: número de formadores de opinião, embaixadores territoriais e mobilizados; número de atletas, coletivos, empresas criativas e representantes das Regiões Administrativas; campanhas realizadas e alcance. Ações: criar Programa Embaixadores Territoriais do DF, mapear lideranças locais, definir critérios de adesão e reconhecimento, desenvolver kit de comunicação territorial, lançar campanha-piloto de valorização das RAs, integrar a rede aos calendários de eventos, turismo, cultura e esporte. Meta: criar rede com pelo menos 300 embaixadores e formadores de opinião até 2028, realizando campanhas anuais e alcançando pelo menos 1 milhão de pessoas por ano em canais digitais, comunitários e institucionais. Prazo: até 2028, com aferição anual. Fontes: CODESE-DF, GDF, SECEC, SETUR, SELDF, Administrações Regionais, analytics de redes sociais, relatórios de campanha e registros de participação.
Perspectiva: orçamento e finanças — estimular monetização de ativos ambientais e economia circular. Meta: implantar metodologia de avaliação de impacto econômico e social dos investimentos em cultura, turismo, gastronomia, esporte e lazer até 2027 e aplicá-la a 100 por cento dos projetos estratégicos financiados ou apoiados pelo GDF até 2030. Ações: criar metodologia distrital de avaliação de impacto dos investimentos em Cultura, Turismo, Gastronomia, Eventos, Esporte e Lazer com parâmetros comuns para medir retorno econômico, social, territorial e ambiental; definir indicadores de público, fluxo turístico, gasto médio, empregos, renda, arrecadação, satisfação, inclusão, territorialidade e sustentabilidade; integrar resultados aos observatórios, painéis de bordo e aos processos de priorização orçamentária. Indicadores: existência de metodologia padronizada, número de projetos avaliados, valor investido com mensuração de retorno e indicadores de público, fluxo, gasto médio, empregos, arrecadação, territorialidade, satisfação e impacto social. Prazo: metodologia até 2027; aplicação plena até 2030; aferição anual.
Modernizar o CONFAE e simplificar procedimentos: revisar normativos e fluxos do Fundo de Apoio ao Esporte — CONFAE; modernizar editais lançados, análise, execução e prestação de contas; criar a Carteira Estratégica Esporte e Lazer DF 2040; definir critérios por impacto social, territorialidade, inclusão e desempenho; integrar CONFAE, Lei de Incentivo ao Esporte, emendas, patrocínios e Ministério do Esporte. Meta: modernizar e desburocratizar o CONFAE, garantir dotação específica contínua e estruturar carteira com pelo menos 50 projetos estratégicos aptos a financiamento até 2028. Fontes: SELDF, CONFAE, LOA/PPA, Portal da Transparência, Ministério do Esporte, Lei de Incentivo ao Esporte, emendas, patrocínios e relatórios financeiros.
Financiar infraestrutura, mobilidade e polos produtivos multifuncionais: requalificar e modernizar estádios públicos, centros esportivos multifuncionais e quadras cobertas nas escolas; usar o CIEF como referência de suporte ao alto rendimento; ampliar quadras e sedes de ligas. Meta: requalificar pelo menos 60 equipamentos ou rotas de esporte e lazer até dezembro de 2030. Indicador: número de estádios, quadras escolares, centros esportivos, sedes de ligas e estruturas de alto rendimento requalificados ou implantados. Ações de curto prazo: desenvolver diagnóstico técnico dos estádios, priorizar recuperação e modernização de estádios em regiões administrativas como Planaltina, Sobradinho, Guará, Núcleo Bandeirante, Vila Planalto, Cruzeiro, Paranoá, Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Brazlândia e Gama; levantar custos e elaborar projetos básicos; vincular carteira de obras ao PPA, LOA, emendas, CONFAE, Lei de Incentivo ao Esporte, PPPs e patrocínios; construir ou cobrir quadras esportivas nas escolas públicas e estruturar sedes das ligas nas RAs prioritárias.
Tabelas: Área: OBJETIVO. Ações: Financiar/ requalificar. Meta: requalificar pelo menos 60 equipamentos ou rotas de esporte e lazer até dezembro de 2030. Ações de curto prazo: requalificação do CONFAE, CIEF, construção ou cobertura de quadras esportivas nas escolas públicas e estruturação das sedes das ligas de futebol nas Regiões Administrativas prioritárias. Indicador: número de estádios, quadras escolares, centros esportivos, sedes de ligas, equipamentos públicos e estruturas de alto rendimento requalificados ou implantados.
A integração intersetorial da Câmara Técnica de Esporte, Atividade Física e Lazer articula políticas complexas e interdependentes alinhadas ao Mapa Estratégico do Plano O DF Que a Gente Quer 2026–2040, ampliando coordenação entre políticas e potencial transformador das iniciativas. Principais câmaras técnicas e agendas compartilhadas: Cultura — integrar esporte, cultura, lazer e memória na ocupação comunitária; Economia Criativa — programação comunitária e avaliação de impacto. Saúde — integrar atividade física à prevenção, saúde mental e paradesporto. Educação — articular esporte educacional, escolas abertas, formação profissional e de monitores. Segurança — garantir uso seguro de espaços e usar esporte na prevenção da violência. Cidadania — ampliar inclusão, pertencimento e acesso ao paradesporto; projetos comunitários. Felicidade — promover bem-estar, práticas corporais e indicadores de bem-estar. Habitação e Urbanismo — planejar e ativar espaços públicos, praças, parques e centros olímpicos e paralímpicos. Tecnologia — desenvolver o Sistema DF Esporte e Lazer, painéis, inscrições e monitoramento unificado; calendário e vagas. Inovação — criar e escalar Laboratórios SportTech, prototipagem e parcerias com universidades. Turismo, Hospitalidade e Gastronomia — transformar eventos esportivos em produtos turísticos. Comércio e Serviços — fortalecer economia do esporte, empregos, academias, clubes e patrocínios. Mobilidade — organizar deslocamento entre equipamentos, eventos e parques, integrando circuitos e eventos metropolitanos.
Estruturar um Circuito Metropolitano para esportes, atividade física e lazer integrando Brasília, Goiânia e municípios da RIDE, com eventos, corridas, torneios, paradesporto, atividades em parques e participação da juventude. Incorporar critérios ambientais e de sustentabilidade à gestão de parques, praças, equipamentos e eventos, incluindo manutenção, parcerias público-privadas e adoções, avaliação de impacto ambiental e gestão dos equipamentos.
Adotar critérios comuns para medir resultados econômicos, sociais, territoriais e de bem-estar dos investimentos do Eixo, com metodologia distrital de avaliação de impacto, indicadores, análise de territorialidade e retorno social e econômico.
Considerações para implementação: as alianças previstas não exigem um único arranjo de governança; cada programa terá combinação própria de câmaras, instituições e atores. O Circuito Metropolitano demanda integração entre RIDE, Mobilidade, Saúde, Segurança, Habitação e Urbanismo, Educação, Cidadania, Cultura e Economia Criativa. O Hub de Parcerias, o CONFAE, as PPPs e a Política de Incentivos devem sustentar programas, equipamentos e eventos, aplicando critérios de territorialidade, inclusão, desempenho, eficiência e impacto social.
A Rede DF de Esporte e Lazer Territorial, as Ruas de Lazer e os Complexos Territoriais exigem maior integração com Saúde e Felicidade, Educação e demais áreas. O Programa Movimento e Felicidade depende da cooperação com Saúde. A Economia do Esporte requer articulação com Turismo, Hospitalidade, Gastronomia, Comércio e Serviços. O Sistema DF Esporte e Lazer e os Laboratórios SportTech demandam participação da Tecnologia e Inovação.
A Câmara de Esporte, Atividade Física e Lazer mantém suas responsabilidades específicas; a cooperação com outras câmaras deve ser estruturada por entregas concretas, responsabilidades definidas e indicadores compatíveis por programa.