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O DF que a gente quer

Seção 9.2

Eixo de Cidadania e Desenvolvimento Social

14 min Páginas 362–368 do livro

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Eixo de Cidadania e Desenvolvimento Social.

Casa da Cidadania de Taguatinga — curto prazo. Objeto: espaço permanente de participação social, formação cidadã e fortalecimento de conselhos, associações e coletivos. Por quê: ausência de espaço próprio enfraquece a participação social. Como: acordo de cooperação com a Administração Regional para reforma da sede da Rede Cidadã e implantação de programação permanente de reuniões, audiências e capacitações, com gestão compartilhada. Resultados: maior sensação de pertencimento, reuniões públicas mais efetivas e referência regional de participação social.

Inclusão, desenvolvimento social e cidadania — São Sebastião — médio prazo. Objeto: Rede Integrada de Inclusão Social e Cidadania, ampliando acesso a assistência social, proteção de direitos, atenção psicossocial e acompanhamento comunitário via articulação entre CRAS, Conselho Tutelar, UBS, CAPS AD e demais políticas. Por quê: necessidade de maior abordagem social e presença de serviços nas UBS e CAPS AD; beneficia famílias em vulnerabilidade. Como: ampliar equipes multiprofissionais, captar recursos por emendas e outras fontes e implantar ações integradas de acompanhamento familiar e encaminhamento. Resultados: mais atendimento, bem-estar e interação comunitária.

Programa Mulheres da Estrutural: Direitos, Autonomia e Resistência — curto prazo. Objeto: fortalecimento da cidadania, prevenção às violências de gênero, educação em direitos humanos e autonomia econômica, com foco nas desigualdades de gênero, raça, renda e território. Por quê: o Distrito Federal é o terceiro estado em casos de feminicídio; Estrutural tem menor renda per capita, maior concentração de população negra e famílias chefiadas por mulheres, agravando a violência por interseccionalidade. Como: rodas de conversa, escuta qualificada, pesquisas participativas, educação popular em direitos e igualdade de gênero e iniciativas de economia criativa para gerar renda. Resultados: empoderamento, identificação de problemas para políticas públicas e enfrentamento das violências de gênero, alinhado aos ODS cinco e dezessete.

Comunidade Escolar Unificada pela Cultura da Paz — Taguatinga — médio prazo. Objeto: programa para prevenção da violência e construção de ambientes escolares seguros via integração entre educação, saúde, assistência social e segurança. Por quê: violência e intolerância no convívio escolar exigem prevenção; beneficia estudantes, profissionais e comunidade escolar. Como: espaços permanentes de escuta, diálogo e mediação, conselhos escolares para cultura da paz e grupos estudantis multiplicadores; coordenação pela gestão escolar com atuação integrada. Resultados: mudanças comportamentais e institucionais, salas de aula mais acolhedoras e potencial modelo para o Distrito Federal.

A Escola que Sonhamos — Gama — médio prazo. Objeto: promover cultura de paz, prevenção da violência e formação cidadã nas escolas públicas e privadas por capacitação continuada das comunidades escolares. Por quê: violência escolar e doméstica demandam ação preventiva desde infância e adolescência. Como: capacitar gestores e profissionais em cultura de paz, mediação de conflitos e prevenção, implementar projetos pedagógicos de convivência respeitosa e instituir diretrizes para inclusão permanente do tema. Resultados: redução da violência escolar e doméstica; proposta de tornar o projeto obrigatório nas escolas públicas e privadas.

Políticas de cuidados e profissionalização para crianças e jovens — Cruzeiro — médio prazo. Objeto: Programa Integrado de Educação, Cuidados e Profissionalização, ampliando educação integral, ensino técnico e qualificação profissional articulados ao mercado de trabalho e às necessidades das famílias. Por quê: falta de escolas com foco técnico, creches em período integral e oferta insuficiente para jovens. Como: diagnosticar demanda por vagas, ampliar educação em tempo integral nas áreas de maior demanda e firmar parcerias para implantar e expandir cursos técnicos, com verba específica do GDF e mobilização comunitária. Resultados: jovens capacitados e profissionalizados, escolas em tempo integral e maior tranquilidade para as famílias.

Programa Vida para o Paranoá Parque: integrar educação, esporte, saúde preventiva e proteção social para crianças, adolescentes e famílias, ampliando espaços de aprendizagem e convivência comunitária. Motivo: exposição de jovens a riscos nas ruas e falta de atividades no contraturno e à noite. Como: implantar atividades esportivas, culturais e socioeducativas no período noturno, viabilizar uso da creche da Quadra 316 para ampliar educação infantil e reestruturar o espaço de atividades físicas da UBS, com cobertura para retomar pilates e promoção da saúde. Resultado: redução de riscos, uso saudável do tempo livre e fortalecimento de vínculos comunitários.

Clube da Felicidade — Lago Norte — curto prazo. Objeto: centro comunitário de bem-estar, convivência, cultura, esporte e promoção da saúde mental. Motivo: isolamento social e baixa convivência afetam a saúde emocional dos moradores. Como: inserir bem-estar e saúde mental como tema transversal nas políticas públicas, implantar espaço comunitário multifuncional equipado e firmar parcerias, inclusive público-privadas. Resultado: integração comunitária, redução do isolamento, melhora da saúde mental e fortalecimento da rede de apoio.

Saúde mental em rede — Taguatinga — longo prazo. Objeto: rede de promoção da saúde mental e prevenção da violência nas escolas e comunidades, integrando educação, saúde, assistência social, famílias e sistema de garantia de direitos. Motivo: bullying, cyberbullying, automutilação e risco de suicídio entre estudantes. Como: articular rede entre escolas, famílias, CRAS, CREAS, Conselho Tutelar e Ministério Público; capacitar profissionais escolares para identificar risco; promover rodas de conversa com famílias sobre saúde mental e uso seguro da tecnologia; realizar campanhas de prevenção com estudantes. Resultado: redução dos estudantes impactados por bullying e sofrimento psíquico; ambiente escolar mais acolhedor.

Melhoria na assistência à saúde do Cruzeiro — médio prazo. Objeto: Rede Integrada de Atenção à Saúde do Cruzeiro, com construção de unidade hospitalar de média complexidade e ampliação da capacidade de atendimento. Motivo: UBS atual não supre todas as necessidades, obrigando deslocamentos a outras regiões administrativas. Como: estudos de viabilidade técnica, econômica e territorial; ampliar capacidade das UBS e serviços especializados; captar recursos e elaborar projetos para construção e equipagem da nova unidade, custeada pelo SUS. Resultado: atendimento resolutivo e humanizado no próprio Cruzeiro, sem necessidade de deslocamento.

Saúde perto de você — médio prazo. Objeto: Programa de Expansão das Equipes Multiprofissionais de Atenção Primária, ampliando cobertura da Estratégia Saúde da Família nas áreas de maior vulnerabilidade. Motivo: crescimento populacional e aumento de doenças crônicas exigem maior cobertura. Como: ampliar equipes multiprofissionais — médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e agentes comunitários — fortalecer promoção da saúde, acompanhamento contínuo das famílias e implantar sistema de monitoramento de indicadores. Resultado: maior acesso à saúde, redução de internações evitáveis, diagnósticos mais precoces e redução de custos para o Distrito Federal.

Implementação de atendimento à saúde no SIA — médio prazo. Objeto: Rede de Atenção Primária do SIA com construção de UBS e equipes de Saúde da Família. Motivo: SIA não possui posto de saúde, apesar de gerar cerca de cem mil empregos e mais de cinquenta por cento do PIB do DF. Como: estudo de demanda e definição de áreas prioritárias; estruturar equipes multiprofissionais incluindo saúde mental; implementar programas de educação em saúde e saúde do trabalhador em parceria com empresas. Resultado: melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e logística de atendimento à saúde na região.

Saúde mais — Fercal — curto prazo. Objeto: Programa Saúde Mais Fercal, fortalecendo Atenção Primária e integração da rede, ampliando capacidade das UBS, UPAs e hospitais de referência. Motivo: necessidade de melhorar atendimento e reduzir tempo de espera na Fercal. Como: ampliar equipes de Saúde da Família e atendimentos domiciliares, reforçar capacidade das UBS, UPAs e hospitais de referência e implantar monitoramento dos tempos de espera; prazo curto por existência de espaços físicos. Resultado: maior número de atendimentos e menor tempo de espera.

Programa de Expansão da Atenção Primária e da Saúde da Família em Arniqueira: ampliar equipes multiprofissionais da Estratégia Saúde da Família — médicos, enfermeiros, agentes comunitários — expandir atendimentos domiciliares para idosos, pessoas com mobilidade reduzida e pacientes crônicos e implantar monitoramento de indicadores. Objetivo: maior cobertura, acesso mais rápido, prevenção e acompanhamento contínuo, reduzindo filas e sobrecarga da urgência. Resultado esperado: mais profissionais, cobertura ampliada, atendimento domiciliar e melhoria dos indicadores de saúde.

Programa de Fortalecimento da Atenção Primária e da Saúde da Família do Park Way — curto prazo: ampliar equipes multiprofissionais, integrar especialidades, desenvolver ações permanentes de promoção e prevenção e fortalecer acompanhamento contínuo por atendimentos individuais, coletivos e visitas domiciliares. Por que: demanda por mais acesso e atendimento integral; beneficia a comunidade com mais prevenção e menos encaminhamentos. Resultados: maior acesso, redução do tempo de espera e melhora dos indicadores de saúde.

Programa Integrado de Proteção e Acolhimento às Vítimas de Violência — curto prazo, Distrito Federal: ampliar e articular centros de acolhimento, casas de abrigo e serviços especializados; integrar saúde, assistência social, educação e segurança pública; capacitar profissionais continuamente; usar inteligência de dados para identificar áreas de maior vulnerabilidade. Por que: violência causa danos físicos e mentais e reduz oportunidades; beneficia mulheres, crianças e grupos vulneráveis. Resultado: atendimento mais rápido e humanizado, mais proteção e sensação de segurança.

Rede de Proteção e Esperança — Vicente Pires, médio prazo: articular instituições públicas, organizações da sociedade civil e comunidade para prevenção da violência, fortalecimento de vínculos sociais e promoção da cultura de paz. Ações: mapear e integrar serviços de proteção social, promover campanhas permanentes de prevenção e implantar espaços de diálogo e mediação comunitária envolvendo escolas, famílias, lideranças e organizações sociais. Resultado: redução das situações de violência e vulnerabilidade.

Programa Cruzeiro Mais Seguro — médio prazo: qualificar continuamente profissionais de segurança, ampliar presença policial, integrar órgãos de segurança pública e promover participação comunitária na prevenção da violência. Por que: aumento de roubos, furtos e assaltos; beneficia a população do Cruzeiro e do DF. Resultado: fortalecimento da segurança cidadã.

Índice completo

Abertura Carta do Presidente

Carta do Presidente

Parte I Contexto e Direcionamento Estratégico

1. Contexto e Direcionamento Estratégico

Parte II Estratégia para o plano

2. Estratégia para o plano “O DF que a gente quer em 2040”

Parte III Cidadania, economia, RIDE, cultura, urbano e tecnologia

3. Cidadania e Desenvolvimento Social

4. Desenvolvimento Econômico

5. Eixo Brasília-Goiânia e RIDE

6. Economia Criativa, Esporte, Turismo e Cultura

7. Desenvolvimento Urbano

8. Tecnologia e Inovação

Parte IV Hackatown das Regiões Administrativas

9. Hackatown das Regiões Administrativas

Parte V Legitimação Popular das Propostas

10. Legitimação Popular das Propostas