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O DF que a gente quer

Seção 4.3

Logística e Distribuição

15 min Páginas 153–164 do livro

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Seção 4.3 Logística e Distribuição. Apresentação e contexto: o Distrito Federal está no centro do Brasil, a menos de mil quilômetros das principais capitais, posição estratégica logística pouco explorada. A Câmara Técnica de Logística propõe integrar o DF à malha ferroviária nacional e implantar o anel viário para transformar o DF em hub logístico regional.

Panorama atual: o DF é servido por três rodovias federais — BR-020, BR-040 e BR-060/070 — e não tem acesso à malha ferroviária. O objetivo estratégico do CODESE-DF é conectar o Distrito Federal por via ferroviária às unidades federativas limítrofes e demais estados, e implementar o anel rodoviário conectado aos demais modais.

Dados essenciais: custo logístico do DF em 2024 é de dezoito por cento do faturamento, o maior entre capitais selecionadas, e quinze por cento superior ao de Goiânia, que tem acesso ferroviário. Percentual de rodovias classificadas como boas ou ótimas no DF é quarenta e oito vírgula cinco por cento, acima da média nacional de quarenta e dois vírgula oito por cento, porém abaixo dos estados líderes.

Conexão com a Agenda 2030: a Câmara técnica vincula suas metas aos ODS. ODS 9 — modernização da infraestrutura logística e integração modal para indústria, inovação e infraestrutura; ODS 11 — planejamento eficiente da distribuição de cargas para cidades sustentáveis e mobilidade; ODS 13 — otimização de rotas e transição para frotas mais limpas para redução de emissões e ação climática.

Metas e ações estratégicas — perspectiva: resultados para a sociedade. Objetivo estratégico: gerar emprego, renda, escolarização e oportunidades em todas as regiões administrativas e na área rural, incluindo jovens, adultos e idosos como agentes ativos da economia. Meta: ampliar escolarização, qualificação e empreendedorismo, integrar vocações regionais, tecnologia e logística para gerar emprego e renda; descentralizar o desenvolvimento e estruturar o DF como rede de clusters produtivos e de conhecimento. Ações estruturantes: implantar centros de saber, trilhas de escolarização, tecnologia e empreendedorismo; criar corredores econômicos integrados ligando produção, comércio, serviços, agro, moda, tecnologia e logística; criar hubs logísticos e centros de distribuição nas entradas estratégicas; fortalecer ambiente de negócios por simplificação, digitalização e redução de custo e burocracia; ampliar crédito e atrair empresas-âncora para ativar clusters produtivos; mapear vocações econômicas por região e estruturar clusters tecnológicos e políticas públicas estaduais. Ações de curto prazo: incluir pessoas idosas, pretas e pardas em programas de capacitação, mentoria, renda e empreendedorismo; implantar pilotos de hubs logísticos, polos regionais e corredores econômicos; digitalizar e simplificar a abertura de empresas, licenças e processos digitais; lançar programas de equalização tributária e incentivo para pequenos negócios e empreendedores locais; ampliar crédito e incentivos para empresas-âncora e empreendimentos locais.

Melhorar a mobilidade e a integração metropolitana; atrair e ampliar investimentos produtivos no Distrito Federal; criar Fundo de Aval Logística, Plantas Produtivas e Instalações Estratégicas, com proposta de lei pelo GDF e auxílio do BRB.

Fortalecer o DF como plataforma logística e econômica regional, identificando setores prioritários para atração, instalação e expansão de empresas. Gerar empregos, renda e ampliar a base produtiva local. Reduzir a dependência econômica do setor público por meio da diversificação produtiva. Definir critérios de apoio a centros de distribuição, plantas produtivas, armazenagem, equipamentos e infraestrutura.

Estruturar o fundo com recomposição anual vinculada à programação orçamentária do GDF, com teto e governança. Criar linhas de crédito no BRB com garantia parcial do fundo. Estabelecer contrapartidas: geração de emprego, arrecadação, inovação operacional e integração regional.

Perspectiva Processos e Tecnologia. Objetivo estratégico: implantar inteligência de dados e IA para escuta ativa e gestão pública; integrar mobilidade, logística urbana e conectividade. Meta: formar pessoas para atuar em logística, tecnologia e cidades inteligentes; implantar infraestrutura digital integrada para serviços públicos e econômicos; modernizar logística urbana, conectando transporte, distribuição e serviços. Ações de curto prazo: iniciar programas de escolarização e empreendedorismo em tecnologia, logística e cidades inteligentes; mapear fluxos urbanos e implantar projetos-piloto de logística urbana inteligente; digitalizar serviços públicos.

Perspectiva Governança. Objetivo estratégico: reduzir tempo, custo, filas e burocracia com serviços inteligentes; usar dados e geointeligência para melhorar decisões públicas e econômicas; institucionalizar governança de longo prazo. Metas e ações estruturantes: ampliar conectividade nas regiões administrativas com internet e acesso digital; integrar mobilidade, rodovias, ferrovia e aeroporto em plataforma inteligente; integrar bases de dados e usar geointeligência para planejar território, fluxo e investimentos; testar soluções de mobilidade e serviços inteligentes em regiões piloto. Ações de curto prazo: ampliar conectividade nas RAs; iniciar uso de geointeligência; testar soluções de Smart Cities para reduzir filas, custos e burocracia.

Governança territorial e logística: conectar o Distrito Federal às unidades federativas limítrofes; incluir o DF na malha ferroviária nacional, integrando rotas ferroviárias e rodoviárias, em especial a ligação Brasília–Goiânia; priorizar, a curto prazo, proposta do Anel Viário via ferrovia com traçado de maior impacto multiplicador; implementar, em curto prazo, proposta do Anel Viário junto ao GDF; implantar o anel rodoviário conectado aos demais modais; mapear restrições de circulação de caminhões; propor zonas e horários inteligentes de entrega.

Perspectiva Orçamento e Finanças. Objetivo estratégico: usar de forma eficiente o Fundo Constitucional e demais fontes públicas. Meta: fomentar a expansão da indústria e da logística no DF, elevando captação e equiparando representatividade tributária a níveis nacionais. Ações estruturantes: implantar agência de fomento no Distrito Federal para realizar operações de captação, atraindo investimentos e linhas de crédito internacionais; promover equalização tributária com UFs vizinhas; impedir inclusão do IBS e CBS na base de cálculo do ICMS; com a agência, captar recursos para financiar desenvolvimento econômico. Ações de curto prazo: identificar incentivos concedidos pelas unidades da federação da região que não foram adotados pelo DF; realizar a “cola” dos incentivos estrategicamente úteis.

Financiamento e infraestrutura: financiar infraestrutura, mobilidade e polos produtivos por PPPs e investimentos públicos e privados. Meta: ampliar investimentos públicos, privados e por PPPs em infraestrutura logística, industrial e de mobilidade; consolidar o DF como plataforma produtiva e logística do Brasil Central até 2040, com indicadores definidos por órgãos do GDF. Ações estruturantes: implantar hub de cargas do DF integrado ao anel rodoviário, ferrovia, aeroporto e corredores nacionais; modernizar polos industriais e logísticos com infraestrutura, segurança, mobilidade e conectividade; estruturar zoneamento econômico para ordenar atividades produtivas; mobilizar PPPs, fundos, crédito e investimentos privados. Ações de curto prazo: concluir estudos e contratação do projeto do hub de cargas e da plataforma logística integrada; mapear polos produtivos, empreendimentos instalados e vocações regionais; realizar diagnóstico da infraestrutura existente; implantar melhorias emergenciais em iluminação, pavimentação, sinalização e segurança; mapear origem dos trabalhadores para adequação das linhas de transporte coletivo; definir zoneamento preliminar; priorizar projetos logísticos e viários de maior impacto imediato; articular parcerias entre GDF, CODESE e setor produtivo para acelerar investimentos.

Transversalidade e alianças estratégicas: o alcance dos objetivos depende da articulação com outras Câmaras Técnicas do Plano Estratégico “O DF Que a Gente Quer 2026–2040”, considerando objetivos compartilhados, ações estruturantes convergentes e responsabilidades complementares. As principais conexões e alianças estratégicas da Câmara Técnica de Logística e Distribuição constam na tabela de agendas compartilhadas.

Conectar produção à plataforma logística, hubs de cargas e polos, integrando indústria, armazenagem, escoamento e corredores para redução de custos e atração de investimentos.

Integrar distribuição, comércio e clusters por meio de hubs, centros de distribuição, corredores e serviços empresariais para melhorar comercialização e ambiente de negócios.

Garantir redes, acessos e mobilidade com integração modal: rodovias, ferrovia, aeroporto, transporte coletivo, projetos viários e corredores para circulação de cargas e pessoas.

Integrar polos e mercados no eixo Brasília–Goiânia e RIDE em escala regional com hubs regionais, centros de distribuição, plataformas logísticas, corredores e bancos de projetos.

Disponibilizar conectividade, tecnologia e geointeligência: bases integradas, sistemas, dados e plataformas de rastreamento; Smart Cities e plataformas digitais para gestão dos fluxos.

Desenvolver e testar soluções por meio de projetos-piloto e sandbox: logística autônoma, startups e automação para desafios logísticos e distributivos.

Área: Câmara Técnica. Finalidade da articulação: integrar produção rural, armazenagem, transporte, centros de abastecimento e mercados. Principais agendas compartilhadas: corredores rurais; armazenagem; rastreabilidade; escoamento; DF–RIDE.

Área: Logística e Sustentabilidade. Finalidade da articulação: organizar fluxos reversos e sustentabilidade. Principais agendas: logística reversa; resíduos; rastreabilidade; circulação de materiais das cadeias; cooperativas; plataformas.

Área: Habitação e Urbanismo. Finalidade: compatibilizar hubs, polos e centros de distribuição com uso e ocupação do território. Principais agendas: zoneamento; localização; acessos; expansão; conflitos de uso.

Área: Educação. Finalidade: formar pessoas para atuar nos polos, hubs, sistemas logísticos e cidades inteligentes. Principais agendas: centros de saber; formação logística; competências digitais; empreendedorismo.

Área: Cidadania. Finalidade: ampliar acesso de diversos grupos às oportunidades de capacitação e trabalho. Principais agendas: inclusão produtiva; mentoria; renda; empreendedorismo; inclusão digital.

Área: Segurança. Finalidade: garantir condições de segurança para funcionamento e circulação de cargas. Principais agendas: segurança dos polos; acessos; iluminação; proteção de instalações.

Área: Turismo, Hospitalidade e Gastronomia. Finalidade: integrar acessos e fluxos entre aeroporto, hotéis, eventos, atrativos e rotas regionais. Principais agendas: corredores turísticos; mobilidade do visitante; sinalização; RIDE.

Área: Vestuário e Moda. Finalidade: conectar a cadeia da moda aos sistemas de armazenagem, distribuição e mercados. Principais agendas: corredores econômicos; polos; fornecedores; sistemas de distribuição.

Delimitação das alianças para implementação: as alianças estratégicas têm natureza colaborativa e decorrem da complementaridade entre políticas públicas do Plano Estratégico. A Câmara Técnica de Logística e Distribuição é responsável por armazenagem, movimentação, consolidação de cargas, distribuição, planejamento de fluxos, hubs, centros de distribuição, integração modal e conexão entre polos e mercados que lhe forem atribuídos. As alianças não transferem à Câmara competências de produção, comercialização, infraestrutura, mobilidade, tecnologia, educação, sustentabilidade, urbanismo, segurança ou gestão financeira. As demais Câmaras Técnicas contribuem conforme suas competências, assegurando implementação integrada, complementar e territorialmente coordenada, fortalecendo a governança regional e a execução das estratégias do Distrito Federal e da RIDE.

Índice completo

Abertura Carta do Presidente

Carta do Presidente

Parte I Contexto e Direcionamento Estratégico

1. Contexto e Direcionamento Estratégico

Parte II Estratégia para o plano

2. Estratégia para o plano “O DF que a gente quer em 2040”

Parte III Cidadania, economia, RIDE, cultura, urbano e tecnologia

3. Cidadania e Desenvolvimento Social

4. Desenvolvimento Econômico

5. Eixo Brasília-Goiânia e RIDE

6. Economia Criativa, Esporte, Turismo e Cultura

7. Desenvolvimento Urbano

8. Tecnologia e Inovação

Parte IV Hackatown das Regiões Administrativas

9. Hackatown das Regiões Administrativas

Parte V Legitimação Popular das Propostas

10. Legitimação Popular das Propostas